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Desde que comecei a trabalhar com e-business, lá se vão 12 anos, sempre estive ligado ao comércio eletrônico e desde então venho acompanhando seu progresso, as ações, estratégias e todo este movimento.

De um tempo pra cá que comecei a me envolver mais com o marketing digital imobiliário e me deparei com certas situações que não condizem muito com a realidade do e-commerce.

Confesso que não acho nada legal quando leio que venderam um empreendimento pelo Twitter, Facebook, Orkut ou qualquer outra rede/mídia digital que seja!O que pode ter acontecido é a facilidade que uma ferramenta dessas proporcionou para um atendimento.

Apenas para relembrar:

O comércio por si só é o ato de vender, comprar ou trocar.Certo?

Quando falamos de comércio eletrônico, é um tipo de transação feita especialmente por um equipamento eletrônico, como um computador, e a internet se torna o veículo.

O crescimento de 40% em 2010 em relação a 2009, conquistando 23 milhões de e-consumidores, e com a expectativa de crescer 30% de 2010 para 2011, prova que esta modalidade da nova economia já não é mais futuro!
É PASSADO!

Tivemos como ranking, em 2010, as seguintes categorias:
1º – Eletrodomésticos (14%)
2º – Livros, Assinaturas de Revistas e Jornais (12%)
3º – Saúde, Beleza e Medicamentos (12%)
4º – Informática (11%)
5º – Eletrônicos (7%)
Fonte: ebit
Falando agora com o foco no mercado imobiliário nacional, confesso que um dia irei enxergar uma categoria “Imóveis”, mas isso ainda esta um pouco distante de acontecer.

São diversos os fatores que impedem deste “sonho” ser realizado por agora.
Ainda estamos estruturando toda a parte de Certidões Online, Certificados Digitais, pagamentos online, etc..

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (www.camara-e.net) vem desenvolvendo um papel importantíssimo para que isso um dia se concretize.

Na verdade, vai muito mais além de uma decisão do departamento comercial e/ou marketing. Precisa do envolvimento de diversos outros departamentos e setores, como financeiro, jurídico, cartórios, colégios notariais e bancos.

Uma coisa é fato: Vender um apartamento pela internet não é tão fácil assim como noticiam.

Precisa de uma sinergia de diversos setores.

É uma corrida sem nexo para dizer quem fez primeiro!

Me lembra a história da pata e da galinha. Conhece?

Vou contá-la:
“A pata põe um ovo enorme, mais saboroso e, de acordo com estudos científicos, mais nutritivos que os da galinha, mas não faz propaganda! Fica calada e ninguém sabe de nada.
Já a galinha põe um ovo duas vezes menor que o da pata, mas sabe se comunicar muito bem. Cacareja e faz tanta zoada, tanta presepada, que todo mundo fica logo sabendo que ela pôs mais um ovo.”

Se falarmos com o foco em marketing, estão todos na mesma disputa! Sempre procurando “marketizar” suas conquistas.

Mas sabemos que o volume de instrução, conhecimento e informação das pessoas, hoje, é altíssimo e não se deixam enganar nem se levar por isso.

O caminho não é por aí!

O que temos hoje em dia, não é venda online de empreendimentos, o que ocorre é que a internet passou a ser um importante veículo no processo decisório além de ser um grande “hub” de informações, com o objetivo de tirar dúvidas, de ver imagens, perspectivas e diversas outras ferramentas.

É o início do encantamento!

A internet passou a ser o grande diferencial das incorporadoras, construtoras e imobiliárias, pois são nos sites que as pessoas fazem suas pesquisas na hora que quiserem, sem ter a interferência de ninguém.

Estes sites estão cada dia se superando em ferramentas que proporcionam uma interatividade com o usuário, canais de comunicação direta, mapas e visualizações em tempo real.

Entendo que estão todos em busca deste objetivo que é totalmente possível, mas ainda ninguém comprou ou vendeu um imóvel pela internet!

Onde eu imprimo o boleto ou informo os dados do meu cartão para comprar?

Se souber me avise!

Abraços,

Gustavo Zobaran
@gustavozobaran

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