0

As InsurTechs realmente estão dando o que falar em 2017. Faz tempo que não via uma agitação em um mercado como o que está acontecendo com o mercado segurador. 

As InsurTechs deixaram de ser tendência ou futuro e agora são a bola da vez.

Este movimento ainda é uma “marola” comparado ao que acontece nos EUA, na Europa e Ásia. Por lá esta “marola” já se transformou em um tsunami! 

Sabendo disso já precisamos nos preparar para surfar essa onda aqui no Brasil de forma estruturada e sustentável.

O reunião do Comitê de InsurTechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico foi um grande sucesso e contou com a presença de um pessoal que está realmente afim de aprender e evoluir esta nova categoria. Esta iniciativa tem como grande objetivo atuar no desenvolvimento sustentável das InsurTechs no Brasil dando todo o suporte ao conjunto normativo atuando como um agente responsável nesta evolução. Não tenho dúvidas que bom debates virão por aí.

Na ocasião contamos para a participação do Google, sócio da camara-e.net, que fez uma bela apresentação com números atualizados mostrando como está o mercado de seguros online brasileiro. 

As InsurTechs também foram amplamente abordadas e discutidas durante o CIAB 2017 que é um importante congresso referência na América Latina em tecnologia da informação para o setor financeiro organizado pela Febraban.

Alguma coisa tem aí, né?

Sobre as InsurTechs tupiniquins elas representam apenas 6% das Fintechs de acordo com o mapeamento divulgado pelo o pessoal da FintechLab no começo deste ano. O Radar Fintech mapeou e atualmente são 14 InsurTechs no Brasil. Em 2015 e 16 o mesmo relatório apontava apenas 7 InsurTechs.

Não tenho dúvidas que para 2018 este número, no mínimo, dobre.

Agora, compartilho alguns números da apresentação que rolou no Comitê de InsurTechs.

Segundo o Google, são realizadas 150 milhões de buscas/mês por termos relacionados ao setor Financeiro, onde a categoria Seguros está inserida.

Falando somente da categoria Seguros são 12 milhões de buscas, 10 milhões de pessoas navegando com o interesse por seguros, 1 milhão de pessoas assistindo conteúdo de seguros.

As buscas sobre seguros cresceu cerca de 11% no 1º trimestre/2017 comparado ao mesmo período do ano passado. Com destaque para o seguro odontológico e também pela busca pelas marcas das seguradoras (institucional). Neste mesmo período o grande destaque foi para previdência privada que cresceu 137%, isso graças as discussões da reforma da previdência que fez o interesse por previdência privada despontar neste 1º trimestre de 2017.

CATEGORIA DE SEGUROS

Dando um mergulho em quais categorias de seguros que mais se destacam, o seguro de saúde é o produto de Seguros de maior volume da categoria com cerca de 10 milhões de buscas seguido pela busca pelas marcas (institucional) com 2 milhões, seguro odontológico com 700 mil, auto 300 mil, viagem 200 mil, celular 100 mil, vida 60 mil, aluguel/fiança 50 mil e 40 mil de residencial.

Mas engana-se quem achar que este mercado é um Oceano Azul, pois com exceção de saúde e odonto, toda as outras categorias de Seguros apresentam uma elevada cobertura de mercado. O Seguro Viagem e Seguro Celular está com 97% de cobertura seguido por Seguro de Vida e Seguro Residencial com 96% de cobertura, depois com 95% de cobertura o Seguro Aluguel/Fiança e o Seguro Auto com 95% de cobertura.

O CPC

O custo por clique da categoria de Seguros quando se faz um recorte, temos os TOP 3:

1. Seguro Viagem = 8,19

2. Seguro Auto = 3,36

3. Seguro Residencial = 2,47

A concorrência é bastante acirrada e com excelentes jogadores. Para entrar nesse jogo precisa estar bem preparado, caso contrário será engolido!

MOBILE

Não poderia deixar de destacar como está o comportamento do mobile nesta história toda. 

De forma geral a categoria Seguros vem ganhando destaque e representatividade quando o assunto é busca por seguros que são realizadas via um smartphone. 

Atualmente temos que 31% das buscas por seguros já são feitas via um smartphone, para você ter uma ideia este número em janeiro/2015 era de 17%.

Quando comparamos com outras categorias enxergamos que ainda tem muito o que evoluir, pois o share do mobile na categoria Automóveis (montadoras) representa 57%, Telecom com 48% e Travel 42%.

Descendo para o mercado de seguros as principais categorias com maior penetração de buscas feitas via um celular são:

• Seguro para Celular com 45% 

• Seguro Aluguel/Fiança com 44%

• Seguro de Vida com 43%

• Seguro Auto com 42%

• Seguro Residencial com 39%

• Seguro Odonto com 34%

• Seguro Saúde com 32%

• Marca (institucional) com 24%

• Seguro Viagem com 24%

É por essas e outras que venho batendo na tecla de que o mercado de seguros precisará se reinventar cada vez mais. Já é nítido que este movimento já começou, porém a simples digitalização dos serviços não será suficiente.

E não tenho dúvidas que muito em breve todo este movimento das InsurTechs Brasilis ganharão destaque por esse mundão afora.

Um salve para o #ShareKnowledge. Curtiu? compartilhe…

*agradeço ao time do Google por disponibilizar e compartilhar estes números

_____________________

Gustavo Zobaran atualmente é Head de Brand Experience da Youse, coordenador do Comitê de InsurTechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e cidadão atuante deste e-cossistema compartilhando e produzindo diversos conteúdos por aí.

0

Para quem vive e respira o mundo da economia digital, de startups e inovação muito provavelmente já deve ter ouvido falar no termo InsurTech. É um termo bem novo aqui no Brasil e já muito explorado lá fora, mas convenhamos que somos uma minoria neste e-cossistema e por isso é importante atuarmos como agentes neste processo de catequização.

O tema já cresceu muito, tanto é que podemos contar com iniciativas específicas como publicações, estudos, sites, consultorias especializadas e eventos que tratam exclusivamente deste tema, como o InsurTech Connect ( www.insuretechconnect.com ) e o InsurTech Conference (www.insurtechconf.com). Infelizmente todos gringos!

Mas antes de falarmos sobre InsurTech temos que entender o que são as Fintechs.

Fintechs são compostas por empresas que utilizam novas tecnologias e inovações para alavancar os recursos disponíveis, a fim de competir no mercado financeiro tradicional e na prestação de serviços financeiros diferenciados.

Acompanhando este mesmo caminho diversas iniciativas para o mercado segurador começaram a pipocar. Milhares de startups foram surgindo pelo o mundo inteiro focadas em desenvolver e mudar toda a mentalidade de um mercado conhecido como conservador.

Foi daí que surgiu a necessidade desta indústria passar a usar o termo InsurTech para estas iniciativas se descolando das Fintechs.

Mas o que é uma InsurTech?

InsurTech é a junção do termo insurance (seguro em inglês) + technology (tecnologia). De forma clara e resumida podemos pegar emprestada a definição de uma Fintech e ajusta-la para o mercado segurador, ficando assim:

InsurTechs são compostas por empresas e iniciativas que utilizam novas tecnologias e inovações que estão em constante evolução visando alavancar a eficiência do atual modelo da indústria de seguros.

InsurTechs pelo mundo (fonte: InsurTech News)

Por se tratar de um mercado dos mais antigos existentes no planeta e sendo bastante regulamentado, as movimentações, visando dar essa modernidade, ainda são lentas em sua implementação quando tratadas dentro das seguradoras tradicionais e dos órgãos competentes. Essa relação entre as startups, as seguradoras tradicionais e quem regulamenta é o grande desafio que precisa, em algum momento, evoluir.

Especificamente no Brasil trabalhar políticas públicas e regulatórias, inserindo os agentes que atuam neste ecossistema, pode ser uma excelente solução. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico ( www.camara-e.net ), que é a principal entidade multissetorial da América Latina e entidade brasileira de maior representatividade da Economia Digital, se antecipou a este movimento e trabalha estas questões dentro de um comitê exclusivo, o Comitê de Seguros, na qual faço parte.

O futuro do mercado segurador é muito promissor, pois conseguimos enxergar que todo o mercado vem se adaptando, de alguma forma e do jeito de cada um, à toda essa avalanche de tecnologias disruptivas que está transformando práticas tradicionais, criando novas maneiras das pessoas terem acesso aos seguros de uma forma muito mais amigável e próxima das pessoas.

Para termos uma ideia do peso de toda essa revolução o exemplo da Metromile (www.metromile.com) ilustra muito bem.

Metromile é uma startup americana que começou em 2009 vendendo seguros de automóvel com a tecnologia de telematics (veja o vídeo abaixo) em parceria com uma companhia de seguros, que desempenhou o papel de subscritor. Depois de ter recebido um investimento de cerca de 200 milhões de dólares agora se movimenta para comprar uma companhia de seguros tradicional. É o rabo abanando o cachorro!

No Brasil a Youse (www.youse.com.br) surge como a InsurTech referência tupiniquim. Uma iniciativa da Caixa Seguradora, 100% online e nativa digital que tem como desafio ajudar nesta transformação que a indústria mundial dos seguros está passando.

É um movimento que precisava acontecer…e está acontecendo!

0

Como podemos construir uma marca engajadora? Compartilho os pontos que levantei, juntamente com algumas premissas, fatores e alavancas para chegar lá.

Quais seriam os fatores de sucesso para uma marca engajadora? Marca engajadora é aquela que admiramos pela inovação e pela qualidade dos produtos, entre outros muitos aspectos.

Pesquisando sobre o assunto encontrei muitos artigos e matérias. Aliás, fiquei surpreso como aumentou o conteúdo sobre o tema, porém senti falta de um que abordasse e reunisse os fatores que atuam na construção de uma marca engajadora, pois não achei.

Se você souber, compartilhe comigo. Não tenha receio de contar suas experiências com medo das outras pessoas se apoderarem. O conhecimento hoje precisa ser compartilhado. Não estamos na era do compartilhamento e da colaboração?

Quem nunca ouviu falar em sharing economy, economia compartilhada ou colaborativa? Não seria interessante também termos o sharing knowledge, o conhecimento compartilhado e colaborativo? Então bora compartilhar os conhecimentos. Aquele que acha que guardando para si estará na frente, em algum momento será atropelado, isso se já não foi!

E como construir uma marca engajadora?

O tema é complexo para ser explicado em um artigo ou até para ter uma receita de bolo. Longe disso! Mas acredito que possamos seguir uma linha que facilite.

Antes de falarmos sobre este roteiro, divido com vocês o ranking mundial de marcas 2016 que foi divulgado recentemente pela Interbrand com o objetivo de comprovar que marcas engajadoras fomentam negócios fortes.

Clique para ver o ranking mundial de marcas 2016 – Interbrand.

Marca engajadora

Até aí tudo bem. O “x” da questão é entender como podemos chegar lá.

Compartilho com vocês os pontos que levantei, depois de leituras, estudos e também sendo testado na prática.

É importante ter em mente algumas premissas para uma marca engajadora:

  • Ter uma equipe focada e que seja a guardiã desta marca.
  • Uma plataforma de marca bem desenhada e estruturada
  • Posicionar-se na 3ª onda do branding, onde o ecossistema de valor anda junto com a relevância e não desgruda do propósito.

E os fatores são:

1. Clareza

Muito importante que a plataforma de marca seja bem elaborada, onde visão, missão, valores, universo visual e universo verbal sejam de fácil entendimento, compartilhável e direcione o negócio para os objetivos de forma clara, não havendo em hipótese alguma dúvida sobre seu entendimento.

2. Proprietário

Ter a preocupação em construir uma marca que seja única. Elementos, cores, tipografia, som, cheiro, tom de voz e propósito são alguns exemplos que ajudam a deixar a marca proprietária.

3. Comprometimento

Costumo dizer que a marca é líquida, ou seja, ela tem o poder de se espalhar e penetrar em todos os espaços e departamentos. É trabalhar uma crença compartilhada, pois se a marca pretende crescer, precisa levar as pessoas com ela. Gerar um compromisso em toda a organização é o desafio.

4. Governança

Uma boa governança é a base para o crescimento sustentável do negócio. Competências e processos precisam estar muito bem definidos e alinhados, não esquecendo que a marca é um organismo vivo e que necessita de um cuidado constante. Logo, é fundamental ter uma equipe guardiã que será a responsável na gestão desta governança.

5. Preditiva

Como tudo está em constante e acelerada evolução, uma marca precisa ter habilidade em gerar previsões, antecipando-se e adaptando-se ao seu ecossistema.

6. Autenticidade

A marca é o que faz e fala; ou seja, o como as pessoas consomem sua marca precisa estar alinhado com a forma como ela é comunicada. Não adiantará nada a marca ter valores e propósitos bem definidos e não se comportar como tal.

7. Consistência

Independente de quais são os pontos de contato e de impacto, a marca precisa manter a mesma consistência das mensagens respeitando seu universo verbal e seu universo visual. A marca é uma promessa e a falta de consistência significa a quebra desta promessa.

8. Presença

A marca é a forma de dar vida ao negócio. Sendo assim, é muito importante que ela se preocupe em se fazer presente nos momentos importantes da jornada do seu cliente.

Alavancas

As alavancas que são essenciais e ajudarão a acelerar este engajamento da marca são:

  • Mídia. Uma estratégia bem desenhada e alinhada para a divulgação da marca precisa estar nos planos. Não é só produto que se vende, marcas também!
  • Internet e redes sociais. Importante meio de dar voz e materializar toda a promessa da marca. Nas interações e nas conversas o público terá a oportunidade de entender melhor quem é essa marca.
  • RP – Relações Públicas. O trabalho de relações públicas (RP) é uma excelente oportunidade para fortalecer e disseminar sua marca. Procure mapear influenciadores e trace um plano de ação para se aproximar deles.
  • Parcerias. Particularmente eu gosto e aposto muito nesta alavanca! Precisamos fomentar este tipo de iniciativa entre as empresas. Pode começar com uma troca de conteúdo e até uma troca de atributos com outras marcas. Conhecido como co-branding, é uma estratégia interessante.

Criando laços fortes, duradouros, sendo transparente e cumprindo com suas promessas o resultado não tem como ser outro além do sucesso!

Fiz a minha parte. Compartilhei. Agora é a sua vez

0

No começo da Youse, quando ainda nem tínhamos a ideia de cores, universo verbal e visual e muito menos de como a empresa iria se chamar, observamos que toda aquela iniciativa e vontade de fazer diferente foi envolvendo todo mundo. Rapidamente, esta “empresa digital” se tornava curiosidade nos corredores da Caixa Seguradora, onde tudo começou. Como somos uma empresa com uma Plataforma de Marca autêntica, que já nasce na terceira onda do branding, na qual o ecossistema de valor anda junto com a relevância e não desgruda do propósito, precisávamos ter uma área que respondesse à altura.

A tarefa pode parecer simples se tivéssemos adotado o que a maioria das empresas faz: chamar a área de Marketing Institucional. Mas não era isso! Não combinava. Vamos fazer um teste? Quando você se depara com um departamento de Marketing Institucional, qual a primeira impressão em relação àquela empresa? A empresa é um transatlântico, grande, decisão e ação acontece de forma lenta e morosa. Ou você pensa num iate que é leve, ágil e entre a decisão e a ação praticamente não tem delay? Logo, Marketing Institucional está para um transatlântico assim como Brand Experience está para um iate. Entendeu como nasceu essa nova área?

Aqui, temos o compromisso com o nosso propósito de empoderar as pessoas para ousarem mais, pois ele sempre será maior que nossos produtos, por isso a Youse precisava de mais. Ela precisava de uma área que tivesse um cunho estratégico e que absorvesse toda essa responsa.

Começamos uma pesquisa para encontrarmos um nome que resumisse tudo isso. Olhamos todas as áreas institucionais destas empresas da nova economia, mapeamos e fizemos um grande benchmarking. Não ficamos satisfeitos com o que encontramos, resolvemos deixa-lo de lado, respiramos fundo e não desistimos, pois sabíamos que alguma hora iria aparecer. Dito e feito. Depois de ler vários artigos um deles me chamou a atenção pela palavra “Brand Experience”. Um termo que não é novidade para ninguém deste segmento, mas percebi que ali conseguiríamos traduzir de fato o que estávamos buscando: criar experiências de marca únicas para todos os nossos públicos. Logo, fazia total sentindo transformar este termo em uma área de uma empresa.

Agora tínhamos um outro desafio, validar isso com o restante da Youse,mas estávamos convictos que não teríamos problemas, pois tudo se amarrava.
Ali nascia a área de BX | Brand Experience da Youse.

Uma área na Youse para facilitar, orientar, planejar, executar e monitorar as estratégias e ações da Marca que impactam clientes e comunidade que se relacionam com a gente, garantindo consistência e aderência à Plataforma da Marca.

Nosso Guia de Marca é nosso livro de cabeceira assim como o Universo Verbal e o Universo Visual são nossos mantras.

Somos uma área polvo, a nossa relação e interação acontece, praticamente, com todas as outras áreas da Youse. Para o BX compete toda gestão da marca, definição estratégica de atuação nas redes sociais, assessoria de imprensa, marketing e redação de conteúdo, parcerias e co-branding e a mídia de branding on e off.

A Youse segue na vanguarda do novo comportamento de consumo. Queremos nos relacionar com nossos clientes de forma natural, sendo a marca que eles querem seguir e não aquela que segue a eles, oferecendo serviços e conteúdos inteligentes e relevantes, personalizados. Obviamente, sem esquecer de respeitar os limites. Caso contrário, a sua marca corre sério risco de ser bloqueada.

Uma tarefa difícil, mas minimizada quando as empresas passam a dar a devida importância para sua própria marca e destacam uma área para ser a guardiã e fiel escudeira.

0

Seguros 3.0: o mercado de seguros, que já mudou com as corretoras online, dá outro passo importante com a chegada de seguradoras online flexíveis e acessíveis.

Não é novidade para ninguém que o mundo está passando por um momento de total transformação. Estamos aprendendo a fazer as mesmas coisas de sempre, mas de uma forma diferente — como chamar um táxi, pagar uma conta e até conversar.

O mesmo começa a acontecer com a venda de seguros. Realmente ainda não estamos nada acostumados com o novo jeito de lidar com os seguros.

Para entender o futuro, nada melhor do que compreender o passado. Mergulhar na história de como surgiram os seguros no Brasil e cruzá-la com o surgimento da internet e do comércio eletrônico. Diante desta ótica podemos entender o mercado segurador em três ondas. A primeira onda foi o início de tudo; a segunda onda veio com o surgimento das corretoras online. A terceira e esperada onda virá com as seguradoras online. Entenda.

Seguros 1.0, a primeira onda

A primeira onda é o início de tudo, quando os seguros surgiram no Brasil. Isso foi lá em 1808, quando foram abertos os portos para o comércio internacional.

A Companhia de Seguros Boa-Fé foi a primeira sociedade de seguros a funcionar no país e seu objetivo era operar o seguro marítimo.

Foi em 1850, com a promulgação do “Código Comercial Brasileiro”, que o mercado de seguros marítimos foi regulado, o que abriu margem para o desenvolvimento do seguro terrestre.

A expansão do setor de seguros atraiu a atenção de seguradoras estrangeiras, que enxergaram no mercado segurador brasileiro uma oportunidade de negócio. Foi quando surgiram as primeiras sucursais no Brasil, em 1862.

Seguros 2.0, a segunda onda

Para entender bem a segunda e a terceira onda, é preciso lembrar como foi o desembarque da internet em nosso país.

Em meados da década de 90 as transações eletrônicas chegam no Brasil, ajudando a fortalecer e popularizar a internet — que iria sofrer um revés no ano 2000 com o famoso “estouro da bolha”, quando diversas empresas cairam do céu ao inferno em pouco tempo.

Porém nos momentos de crise coisas positivas também acontecem, pois somos obrigados a reinventar. Muitas empresas sobreviveram bem ao estouro, tendo o Buscapé como um bom exemplo.

Estamos falando aí de 20 anos. Pouco tempo para a enxurrada de acontecimentos que tornaram a internet quase que vital em nossas vidas.

Tudo foi evoluindo. Ambientes como ICQ, MSN e Orkut, que não existem mais, foram extremamente importantes na comunicação e também no desenvolvimento de um comportamento, na formação de toda uma geração e na alfabetização digital de outras.

Hoje é outro o jeito de pedir um táxi, de fazer compras, de estudar uma língua, de pedir uma pizza. Fazemos tudo isso de uma forma natural e fluente.

Os mercados estão se reinventando porque perceberam que os consumidores ficaram mais exigentes e cansaram da mesmice. Para conquistá-los as empresas precisam entender como é a vida do consumidor — e não mais o consumidor ter que se adaptar os produtos e serviços impostos por uma empresa, sem encontrar opções.

Digitalizando processos

Diversas iniciativas surgiram para atender esta necessidade. A maioria nasceu como startup, começando pequeno, com uma forma de trabalhar totalmente diferente do que estávamos acostumados. Visam agilidade, aprendem errando, pesquisam, testam e evoluem, com a proposta de nunca estarem satisfeitas com o que conceberam.

Uma sensação de eterno incômodo voltada para o detalhe essencial, que é colocar o consumidor no centro. Ele é o cara!

Com toda essa mudança cultural e comportamental, os mercados foram se entendendo e compreendendo seu espaço, seu novo território.

Agora o que tudo isso tem a ver com o mercado de seguros?

Colocando a lente somente para o nosso mercado, houve uma grande corrida das seguradoras para a digitalização de processos e até algumas iniciativas de vender seguros online – iremos falar sobre isso na terceira onda – mas o que realmente aconteceu e que podemos chamar de evolução digital do mercado foram as iniciativas das corretoras de seguros como Minutos Seguros e Bidu Seguros.

Isso ocorreu exatamente em 2011 e fez com que estas corretoras saíssem na frente e logo ocupassem um território virgem. Uma oportunidade e tanto para explorar e se estabelecer no mercado online de seguros. Hoje, já começam a colher os frutos deste pioneirismo.

Este foi um importante passo para ajudar na maturidade e evolução de um mercado totalmente tradicional e que não termina por aqui. Acredito que outras corretoras online surgirão para competir com estes players e quem ganha com isso é o consumidor.

Seguros 3.0, a terceira onda

Agora que já tivemos um entendimento de como surgiu a indústria do seguro no Brasil (primeira onda), que falamos sobre internet, comércio eletrônico e corretoras online (segunda onda), agora é hora de conhecermos a terceira onda, a onda das seguradoras online ou Seguros 3.0.

É importante ter em mente que se há um movimento acontecendo, nascem com ele situações novas, novos olhares de entender e encarar. Não poderia ser diferente com a terceira onda.

Com ela surgem novos termos, concepções e ideias. Uma delas é a classificação de dois tipos de seguradoras, as tradicionais e as online.

Se lembram que falei sobre a digitalização dos processos das seguradoras?

Chegou o momento de falarmos um pouco mais sobre isso. Praticamente todas as seguradoras tradicionais possuem em suas áreas projetos que visam atuar na internet, vendendo e se relacionando com seus clientes sem falar naquelas que já saíram na frente e colocaram em prática estes projetos.

Atualmente já temos seguradoras que vendem online, inclusive tive o prazer em trabalhar em uma delas e ajudar neste processo, mas o mais comum são seguradoras digitalizando processos.

Quando trago à tona os Seguros 3.0 quero dizer de produtos que foram criados pensando no usuário e sempre evoluindo junto com ele.

O que conhecemos são produtos criados para atender um portfólio e o cliente que se ajuste a ele. Quer um exemplo? Quando você vai adquirir um seguro de automóvel junto com ele vem um pacote de assistências e coberturas que você não pediu ou foi consultado sobre.

Não preciso de assistência “help desk”, pois consigo me virar com computadores. Assistência pet por que, se não tenho animal de estimação? Resumindo: eu quero escolher o que levar. Prefiro um produto para mim.

Seguros 3.0 são produtos de empresas que acreditam e investem em um propósito, que se preocupam e promovem experiências com a marca, de quem você consegue comprar de forma simples e rápida. E escolher melhor os serviços e assistências, não porque é um mal necessário e sim porque serão relacionadas a serviços mais adequados a você.

O seguro 3.0 fará parte do seu dia a dia, estará na palma da sua mão, com atendimento em qualquer lugar e a qualquer horário. Ele deverá ser relevante para você, pois você é o bem mais precioso para as seguradoras online!

Este momento chegou e estejam preparados para interagir com iniciativas deste tipo.

– E será que o mercado segurador brasileiro está preparado para surfar nesta onda?

Não tenho dúvidas que sim. E você, está?

0

Estarei no sábado (05/mar) prestigiando o evento FEED – Palestras & Workshops de Estratégia – que o Grupo de Planejamento de Brasília está organizando.

Participarei do painel “Como construir equipes de estratégia fortes” ao lado de profissionais renomados.

Agradeço o convite GP Brasília!

Valeu!!!

Abaixo post produzido pela organização.

Gustavo Zobaran

Interessado? http://gpbrasilia.wix.com/feed-gpb

#BX #BrandExperience

0

Foi-se o tempo em que as empresas se preocupavam somente com o volume de vendas. Hoje, as relações de consumo são mais complexas: os desejos e necessidades dos clientes ganharam espaço. Nesse mesmo caminho, o contato entre o consumidor e a marca ultrapassou a fronteira física das lojas. As marcas, que antes representavam um produto, hoje traduzem estilos de vida e carregam legiões de fãs.

Espero você para um debate interessante sobre o impacto destes acontecimentos e como estamos interagindo com tudo isso.

Palestra gratuita e poucas vagas!

Local: Ibmec/DF
Data: 17/fev
Horário: 19h30
Inscrições: 61.3877.7777

Palestra Ibmec - Gustavo Zobaran

0

Chegar bem ao offline será o grande desafio de estratégias de branding das empresas para o próximo ano.

Todo final de ano somos bombardeados por previsões e apostas para o próximo ano.

Ao mesmo tempo, costumo ser indagado sobre a minha opinião a respeito das projeções que são feitas nesta época.

Então, vamos lá…

Minha aposta vai para um 2016 mais offline!

Estou certo que este será o grande desafio de estratégias de branding das empresas para o próximo ano. A dificuldade aumenta, pois ano que vem será um ano de Olimpíadas e eleições, somado com a dificuldade econômica que atravessa nosso país.

Sei que não tem como fugir da avalanche de inovações. Tudo interligado, internet das coisas, realidade virtual, tudo a um touch de distância… Mas, em contrapartida, as pessoas estão sentindo falta de interações com o mundo físico e real e o grande desafio das marcas é como deixar isso mais pessoal.

O detalhe não é o que fazer e sim como conseguir tangibilizar sua marca.

E as próprias marcas que são 100% online já estão revendo sua atuação e acreditam em novos caminhos que se cruzam com o mundo offline. Sendo assim, estão apostando na flexibilidade, informação na hora que os clientes necessitam e a personalização que o online permite combinados com a experiência face a face proporcionada por uma loja física.

Exemplos

A Amazon é o melhor exemplo para isso. Em fevereiro abriu sua primeira livraria física nos EUA.

Indo nesta mesma linha do offline, estamos vendo um movimento do renascimento da impressão de livros justamente porque as pessoas estão sentindo uma necessidade do contato e a experiência que os livros impressos proporcionam.

O New York Times relatou que as vendas de e-books caíram 10% nos primeiros cinco meses deste ano e o número de livrarias independentes nos EUA está aumentado, bem como as vendas.

Cada dia que passa eu tenho a sensação de que estamos cada vez mais em busca do retrô, voltar à época da caderneta na mercearia e aos nossos “primórdios”. Essa é minha real percepção.

REDES SOCIAIS

96FansCurti
340SeguidoresSeguir
617SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever